O califórnio é um elemento metálico, sintético e transuraniano representado por Cf, cujo número atómico é 98.
Pertencente ao grupo dos actinídeos da tabela periódica, este metal encontra-se no estado sólido, à pressão e temperaturas normais.
A descoberta de camadas de óleo em poços de petróleo e a exploração mineira são duas das aplicações do califórnio. Outra aplicação importante é a utilização deste elemento como fonte de radiação, por exemplo, no tratamento de pacientes com cancro.
Propriedades do Califórnio
• Nome: Califórnio
• Símbolo: Cf
• Número atómico: 98
• Massa atómica: 251
• Classe: elemento de transição interna
• Série: actinídeos
• Grupo: 3
• Período: 7
• Bloco: f
• Configuração electrónica: [Rn]5f106d07s2
• Abundância: elemento sintetizado - não existe na Natureza
Propriedades atómicas
• Raio atómico: 169 pm
• Raio covalente: Não se conhece
• Raio iónico:(Cf4+) 96,1 pm;(Cf3+) 109 pm;(Cf2+) 117 pm
• Iões comuns: Cf4+, Cf3+ e Cf2+
Propriedades químicas
• Electronegatividade de Pauling: 1,3
• Energia de ionização:
o 1ª 608 kJ mol-1
o 2ª 1140 kJ mol-1
Propriedades físicas
• Estado físico: sólido
• Estrutura cristalina: não se conhece
• Cor e aparência: não se conhece
• Ponto de fusão: 900ºC
• Ponto de ebulição: não se conhece
• Condutividade térmica: 10 W m-1K-1
• Densidade: 15,112 g cm3 (25ºC)
• Entalpia de fusão: não se conhece
• Volume molar: 16,50 cm3 mol-1 (25º, 1 atm)
• Capacidade calorífica: não se conhece
História do Califórnio-
Sintetizado pela primeira vez, em Fevereiro de 1950, pela mesma equipa que sintetizou o berquélio, Stanley G. Thompson, Glenn T. Seaborg e Albert Ghiorso, à qual se juntou Kenneth Street, Jr., o califórnio deve o seu nome ao estado onde foi sintetizado
Califórnia.
A sua síntese foi efectuada bombardeando uma amostra do isótopo cúrio-242 com núcleos de hélio-4 (partículas alfa), através da reacção nuclear:
4He + 242Cm → 245Bk + n
O primeiro isótopo de califórnio a ser criado, o 245Cf, apresenta um tempo de meia-vida de apenas 44 minutos. Desde então foram sintetizados mais 14 isótopos deste elemento. Do ponto de vista das aplicações o mais interessante desses é o califórnio-252 que apresenta um tempo de meia vida de 2,65 anos e decai emitindo neutrões. Este isótopo é extremamente radioactivo e, por isso, tem de ser manuseado com muito cuidado mas constitui uma excelente fonte emissora de neutrões; é um óptimo elemento para demonstrações de reacções com neutrões em laboratórios universitários, e é também útil para o tratamento do cancro. A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC), torna disponíveis pequenas quantidades deste isótopo a um preço de cerca de $10 por micrograma.
Em 1972, a Universidade de Kentucky estudou a possibilidade de usar o isótopo califórnio-252 para o tratamento de cancro, tendo sido em 1976 que se começaram a realizar estudos clínicos. Provou-se que o tratamento permite aumentar a esperança de vida em 10 anos, em 80% das mulheres com cancro cervical, desde que diagnosticado precocemente.
Compostos do Califórnio-
Três miligramas de hipoclorito de califórnio, CfOCl, foram produzidos em 1960, sendo esta quantidade suficiente para ser visto a olho nu.
Visto ser um elemento sintético, e portanto sem presença na Natureza e de disponibilidade rara, escasseiam exemplos de compostos de particular destaque envolvendo o califórnio.
Aplicações do Califórnio-
Apesar de ser um elemento sintético, e, portanto, disponível somente em muito pequenas quantidades e exigindo um reactor nuclear para a sua preparação, o califórnio apresenta diversas aplicações.
Uma das aplicações é a detecção de camadas de água e de petróleo em poços de petróleo. É também utilizado na exploração mineira de ouro e prata, num processo designado por “activação”. Este método assenta no facto do isótopo califórnio-252 ser uma fonte de neutrões. Os neutrões emitidos, não tendo carga eléctrica, são facilmente absorvidos pelo núcleo dos outros átomos. As espécies formadas são radioactivas e podem ser detectadas.
Outra das grandes aplicações do califórnio é no tratamento do cancro cervical.
O Califórnio na Natureza-
Este elemento não ocorre de uma forma espontânea na natureza. Sabe-se, no entanto, que poderá ter sido produzido em reactores nucleares naturais, que terão existido há dois mil milhões de anos atrás, como o reactor de Oklo (ver a presença do berquélio na Natureza).




Muito bom meninas.. Aprendi sobre mais um elemento o califonio, que é importante para o tratamento de doenças, utilizado como fonte de radiação! Parabens!! Por: Maria Luiza N ° 16 3° EM
ResponderExcluirO mais interessante neste artigo sobre o califórnio é que foi descoberto na Califórnia, e que o primeiro isótopo criado a partir dele tinha uma meia vida de só 44 minutos, o que não daria para ser muito bem aproveitado, até que criaram um com meia vida maior (2,5)
ResponderExcluirOctávio nº22 2anoEM
Achei suuuper interessante a última parte do texto, que diz que não ocorre de forma espontânea na natureza, e que acreditam que ele veio de reações naturais a mais de 2 milhões de anos atrás. Antes eu pensava que todos os elementos eram encontrados na natureza, normalmente.
ResponderExcluirCarolina nº07 - 2º Ensino Médio
MAYARA DE OLIVEIRA MOURA, N 20
ResponderExcluirGente, parabéns!! Amei a parte visual do trabalho. A parte escrita e informatória que me chamou a atenção foi o elento poderá ter sido produzido em reactores nucleares naturais, que terão existido há dois mil milhões de anos atrás, é interessante que este é utilizado até hoje!!
O trabalho ficou com os efeitos muito legais,mas não foi só os efeitos aprendi muito com o trabalho.
ResponderExcluirQue o Tungstênio é o maior elemento com massa atômica(74) é encontrado na natureza,e pode ser transformados em jóias
Larissa J n17 2ano